- Duraithar! (Corra!) - rugiu Mohaw. Os soldados subordinados de Dr.Chaoster disparam contra os dois. Os projéteis eram feitos de luz alterada e tinham a capacidade de, ao tocar tecido epitelial, romper com todas as ligações atômicas do alvo em questão e transformar a matéria em energia luminosa.
- Mohaw! - Exclamou Vanaya, escondendo-se atrás de um computador auxiliar que crescia para fora das paredes do corredor da Base de Pesquisas Genéticas. Mohaw desviava com extrema selvageria de todos os projéteis a ele inferidos e rumava na direção dos guardas.
- Matem o selvagem!!! - Ordenou o Dr. Chaoster, seguido de uma severa tosse pulmonar. Os guardas, apesar do medo que sentiam do inimigo, mantiveram-se firmes e atirando. Os projéteis viajavam por todo corredor, rasgando a resistência do ar e clareando todo o ambiente.
- THORNK AHULA! (grito de guerra do clã dos guerreiros) - Mohaw apoiou-se na parede e estendeu seu caminhar com um salto, girando no ar e agarrando um dos guardas pelo pescoço, quebrando-o. Os outros oficiais começaram a disparar de forma impulsiva na direção de Mohaw, que evitou todos os projéteis com sua eficaz habilidade de acrobata. Sem muito pensar, arremessou o corpo morto do guarda na direção de seus inimigos. Com os disparos sendo efetuados no corpo, houve uma mini explosão luminosa e tudo tornou-se claro.
- MEUS OLHOS! - Exclamou Dr.Chaoster, protegendo os frágeis olhos com as mãos velhas e de dedos compridos. Ao término do brilho,quando a luz se dissipou, restavam apenas Mohaw, Vanaya e o doutor. Os corpos dos outros guardas enfeitavam as paredes e chão do corredor.
- Besta assassina! - gritou o velho. Mohaw ignorou e investiu contra ele. A selvageria definiria sua expressão facial. Vanaya saiu de seu esconderijo e apanhou um dos rifles que os oficiais, agora mortos, empunhavam.
- Morra! - Gritou a mulher. Mohaw interrompeu a marcha e assistiu os disparou passarem por cima de seus ombros, enquanto o Dr. Chaoster explodia em matéria luminosa a sua frente.
- Conseguimos! - Os dois se abraçaram com um belo rodopio. A situação ainda era perigosa e os dois não tinham a mínima ideia de como sairiam vivos dali. A verdade é que eles nem sequer sabiam se ainda estavam em seu planeta natal ou pior, para que tinham sido trazidos até este lugar.
- Sinto uma dor estranha em meu tórax - Comentou Mohaw, sentindo algo latejar dentro de si. Vanaya aproximou-se e apalpou a e região por ele indicada.
- É aqui? Dói se eu fizer isto? - ela apertou. O homem fez uma leve expressão de desconforto. Vanaya continuou acariciando a região.A pele tinha uma textura diferente das outras regiões do tórax, como se houvesse uma outra pele crescida no local.
- Parece uma cicatriz - Vanaya tocou a língua gentilmente pela pele do irmão - É pele nova.
- Você acha que fizeram alguma coisa comigo, irmã? - Mohaw sentia uma estranha preocupação rondar seus pensamentos. Ele tinha aversão a cirurgias ou instrumentos tecnológicos. Aquele ambiente futurista deixava-o em estado de pânico constante.
- Vamos voltar àquela sala! Talvez tenha algo - Sugeriu a mulher. Mohaw assentiu e eles voltaram para a sala do falecido Dr. Chaoster.
A sala mantinha o mesmo silêncio habitual, preenchida apenas com os bips dos computadores e máquinas desconhecidas que trabalhavam ininterruptamente.Os dois adentraram o local e pararam diante de um enorme painel holográfico com projeções de corpos masculinos.
- É você! - Vanaya aproximou-se dos esquemas projetados e tentou tocá-los, e, para seu espanto, sua mão atravessou o corpo. Mohaw afastou-se, assustado.
- Uraki ma! (Magia das trevas!) - Exclamou. Vanaya tateou a projeção por mais alguns segundos e nada aconteceu. Os dois não tinham a mínima ideia do que estava acontecendo e não sabiam quais seriam seus próximos passos, a incerteza reinava sobre a mente de cada um.
- Nós precisamos ir embora imediatamente! - Vanaya agarrou a mão desgastada e ferida do irmão e os dois desapareceram pelo corredor da Base de Pesquisas Genéticas do General Bowie.
(...)